ano novo, nova personalidade!


Todo ano que passa, eu me reinvento. 

Não digo isso de forma artística ou figurativa, é literal mesmo. Me reinvento, me transformo e mudo tudo que estiver em meu poder de mudar. Infelizmente, esse ano não consegui me planejar muito bem e acabei esquecendo de criar minhas metas anuais, apenas uma meta mental foi criada: ser mais gentil.

Percebi, durante as férias, que no ano de 2024, fui uma pessoa menos gentil do que eu normalmente sou e isso me fez repensar as escolhas de vida que fiz na virada do ano 2023 para 2024. Decidi então, rever minhas atitudes e tentar compreender onde foi que errei e assim, percebi que passei um bom tempo consertando uma falha de caráter que eu carregava comigo — ser tão gentil com os outros que era feita de otária. Não lidei com essa falha da melhor forma e fui me fechando, sendo menos gentil com os outros e de quebra, comigo também. Apesar disso, não reclamo muito dessas questões, considero que foi um ano de aprendizado e hoje entendo que a autopreservação é sim importante, mas é necessário que ela esteja sempre acompanhada da gentileza com os outros e com si mesmo.

Então, para o ano de 2025, desejo ser uma pessoa mais gentil com os outros e comigo mesma, pois gentileza gera gentileza e isso me faz feliz.


No ano passado (2024), no dia 6 de dezembro, enviei minha inscrição para o programa de intercâmbio "Tech Girls". Em uma das redações requisitadas, falei sobre essa coisa de gentileza gerar gentileza e de como essa frase espalhada pelas ruas do rio de janeiro na década de 70 teve uma influência tão grande em minha vida. José Datrino (Profeta Gentileza, autor dessa frase) morreu em 1996, 11 anos antes de meu nascimento, acho isso muito interessante pois como pode alguém que morreu uma década antes de eu nascer ter tanta influência em minha vida a nível que formou metade de meu caráter ainda na infância? 

Com essa reflexão, lembro de uma citação que vi no tumblr certa vez, era mais ou menos assim: "A arte humana é linda. Um livro escrito há séculos exemplifica o mesmo tipo de dor ou tristeza que alguém sente no século 21. Os humanos se conectam através da arte, é atemporal".

Eu concordo plenamente com essa citação, talvez essa concordância venha da vez que li "Humilhados e ofendidos" de Dostoievsky e consegui me identificar com os sentimentos de um personagem escrito em 1861. Bastante tempo, né?

Enfim, são três da manhã e eu tenho que ir dormir.
Beijocas para vocês!



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